Educação Tecnológica


A educação tecnológica de nível superior como uma resposta do setor educacional às necessidades e demandas da sociedade brasileira.

A oferta de cursos de ensino superior na área tecnológica tem crescido significativamente no Brasil. Na prática, a possibilidade de implantação dessa modalidade de curso superior foi contemplada na primeira Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da educação brasileira – Lei Federal nº 4.024 de 1961. O artigo 104 da citada lei contemplava “a organização de cursos ou escolas experimentais, com currículos, métodos e períodos escolares próprios”, instituindo, dessa forma, a flexibilidade curricular e a liberdade de métodos e de procedimentos de avaliação. Em 1968, com a Lei Federal nº 5.540, nos seus artigos 18 e 23, permitiu-se a criação de cursos profissionais com duração e modalidades diferentes com o objetivo de atender realidades diversas do mercado de trabalho (Parecer CNE/CP 29/2002). Em 1969, o Decreto Lei nº 547 autorizou a organização e o funcionamento dos cursos profissionais superiores de curta duração. A partir de então os estados brasileiros passaram a criar centro de educação tecnológica, iniciando a oferta da educação tecnológica para a sociedade.

A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei Federal nº 9.394/96, entende que “a educação profissional, integrada às diferentes formas de educação, ao trabalho, à ciência e à tecnologia” conduz o cidadão ao “permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva”. O grande desafio é oferecer uma educação profissional de nível superior fundamentada no desenvolvimento do conhecimento tecnológico em sintonia com a realidade do mundo do trabalho, pela oferta de programas que efetivamente articulem as várias dimensões de educação, trabalho, ciência e tecnologia.

O aspecto fundamental dos cursos de educação tecnológica não é propriamente o tempo de duração, menor que os cursos superiores tradicionais. O grande mérito dessa modalidade de qualificação é buscar o desenvolvimento dos acadêmicos para a resolução de problemas específicos e de aplicação imediata. É com esse propósito que a Univille vem ampliando a oferta de Cursos na área de Educação Tecnológica. Os profissionais formados no Curso Superior de Tecnologia em Gestão dessa instituição terão como foco a aplicação prática da teoria e dos princípios de gestão.

Sociedade da informação, tecnologia e educação

Diante das características próprias dos Cursos Superiores de Tecnologia, como a formação mais prática, de menor duração e o seu direcionamento para as necessidades e exigências do mercado de trabalho, torna-se importante abordar dois pontos fundamentais: (1) a sociedade da informação em que vivemos e (2) a raiz do termo tecnologia.

A sociedade da informação tem um poder de transformação e um processo de mudança jamais observados em outros tempos. Juntando-se a isso todos os aspectos que envolvem a globalização, as necessidades mercadológicas são muito dinâmicas e o mercado de trabalho passa a exigir profissionais que tenham condições de qualificarem-se em um período menor, com qualidade e com o desenvolvimento de competências para suprir as expectativas das organizações deste novo tempo: dinâmica, inovação e agilidade.

O segundo ponto de relevância é a abordagem da raiz do termo tecnologia, imprescindível para o entendimento da educação tecnológica de nível superior. A tecnologia envolve o entendimento de que esta é o “conjunto de conhecimentos, especialmente princípios científicos, que se aplicam a um determinado ramo de atividade”[1]. Ou seja, o Curso Superior de Tecnologia em Gestão oferecido pela Univille com três habilitações distintas, objetiva estudar os princípios científicos que envolvem a área de gestão, aplicando estes conhecimentos à solução de problemas a curto e médio prazo. Dessa forma, o curso contribui para a construção do conhecimento e a profissionalização em torno da descoberta e da aplicação de tecnologias específicas em termos de prática profissional.


[1] Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda. Aurélio Século XXI: o dicionário da Língua Portuguesa. 3º ed. Nova Fronteira: Rio de Janeiro, 1999.